BAILE BRANCO E PRETO EM RETA FINAL

BAILE BRANCO E PRETO EM RETA FINAL

Voluntárias do Gama, mostram exemplo de voluntariado oferecendo apoio e informações a pacientes com câncer

Diário do SudoesteDayanne do Nascimento – Publicado em10 de Agosto de 2013, 

O trabalho voluntário, por si só, já é um trabalho especial, em que as pessoas dedicam parte do seu tempo, para ajudar a quem precisa, sem cobrar nada. Mas alguns trabalhos voluntários possuem uma particularidade ainda maior, como o trabalho realizado pelas integrantes do Grupo de Apoio a Mama (Gama), de Pato Branco, que dedicam seu tempo realizando palestras e eventos relacionados ao câncer de mama, identificando e acolhendo pessoas, vítimas desta doença.

Casa de_apoio

Criado em 2005, com a finalidade inicial de levar informações sobre prevenção e diagnóstico deste tipo de câncer, o Gama começou pela iniciativa de um grupo pequeno de mulheres, que unidas através da mesma doença, o câncer de mama, decidiram após curadas, dedicar um tempo de suas vidas, ajudando as pessoas vítimas ou não desta enfermidade.

Conforme a gerente da Casa de Apoio, Adriana Klein, na época, essas mulheres foram convidadas pelo médico mastologista, André Marini, para ajudá-lo a fazer um trabalho de resgate das mulheres que tinham câncer de mama em Pato Branco e foi então que aos poucos o grupo Gama foi nascendo. “Essas mulheres foram lutando para que o grupo se fortalecesse, e neste período, só se falava em voluntariado. Elas faziam uma palestra aqui, outra lá, incentivando para que as mulheres com a doença, não desistissem”, comentou.

As ações do Gama foram se tornando conhecidas e cada vez mais, outras mulheres foram se sensibilizando, participando do Grupo e apoiando o trabalho realizado. Foi então neste período, que o Gama começou a fazer chás beneficentes, organizando encontros e palestras para falar sobre prevenção do câncer de mama, sobre autoestima e também a participar de eventos na região e no Estado, que tinham relação com doença e principalmente, com a realização do exame de mamografia, que na época possuía muitos tabus envolvidos, colocando medo e insegurança nas mulheres que precisavam realizá-lo.

“O trabalho do Gama sempre foi o resgate da autoestima e fundamentalmente convencer, incentivar e conduzir as pessoas para o tratamento contra o câncer. Não tem aqui, vai para fora, mas tem que tratar, não pode abandonar. O câncer mata? Mata, mas ele mata quando você não trata ou quando você deixa chegar no limite, demora demais para procurar ajuda. Então o trabalho do Gama sempre foi voltado para a prevenção. Se você for mais cedo, mais cedo é o seu tratamento e mais ligeiro será a sua cura”, afirmou Adriana.

Atualmente, o Gama conta com aproximadamente 100 voluntárias. Efetivas, são cerca de 50, que contam ainda com a ajuda da presidente do Grupo, Clemair Bertol. O grupo é dividido entre mulheres que tiveram e não tiveram câncer de mama e dentre os trabalhos que promove, ainda estão as palestras, tanto em Pato Branco, como em toda o Sudoeste, totalmente de forma voluntária e os diversos eventos, como o chá beneficente, que acontece anualmente, a Noite de Queijos e Vinhos e o tradicional Baile Branco e Preto, entre muitos outros.

Também algumas das voluntárias, desempenham hoje um trabalho mais particular, ajudando diretamente as pessoas que tem câncer de mama e as suas famílias. Esse trabalho é realizado pelas navegadoras, como elas se chamam carinhosamente. Essas mulheres tem o papel de encontrar na comunidade, pessoas que estão enfrentando o câncer de mama. Elas então visitam esses pacientes em suas casas e procuram ajudar, incentivando a continuidade do tratamento, dando apoio à família, para que todos tenham força para superar este momento difícil.

Uma experiência dolorida, mas muito válida

Uma das voluntárias que ajudou a fundar o Gama e contribui até hoje com o trabalho voluntário, inclusive o de navegadora, é a voluntária Marlene Schenatto. Ela teve câncer de mama há 23 anos, quando em Pato Branco, ainda não existia uma estrutura adequada para o tratamento da doença e era necessário ir a Curitiba. Hoje curada, ela lembra que quando passou pela doença, contou com o apoio de uma pessoa, que a ajudou com informações e muito incentivo para enfrentar o câncer e esse acolhimento, segundo ela, foi fundamental para a sua cura. Por isso hoje, ela não mede esforço para semanalmente, dedicar parte do seu tempo, cuidando de quem está na luta contra o câncer de mama.

“Quando eu enfrentei o câncer foi muito difícil, só que eu não me curei para ficar em casa bonita. Eu interpreto que Deus teve um propósito, e através da minha cura, ele me deu a missão de ajudar as outras pessoas a se curarem também”, comentou.

O sonho da Casa de Apoio

Conforme o Gama foi crescendo e se tornado cada vez mais conhecido, cresceu a necessidade de ampliar os trabalhos e foi então que nasceu o sonho de ter um espaço amplo, adaptado, confortável para receber os pacientes vítimas de câncer, principalmente, aqueles que vinham de outros municípios para se tratar em Pato Branco e precisavam e ir e voltar para suas casas. Foi então, que em 2008, ainda em um lugar improvisado, que o Grupo passou a acolher esses pacientes, vindos de diversas cidades da região Sudoeste e Oeste do Estado.

Contudo, o sonho era ter um lugar próprio e este sonho tornou-se realidade no ano passado, quando foi inaugurada a Casa de Apoio do Gama. Este espaço foi construído com recursos dos governos municipal, estadual e federal e também com doações da comunidade. A Casa de Apoio tem hoje a capacidade para acomodar 44 pessoas, possui ainda uma cozinha industrial, sala de TV, refeitório, lavanderia e 44 leitos, sendo 11 quartos com quatro camas e banheiro cada um.

O atendimento aos pacientes é feito por voluntários do Grupo Gama e a hospedagem dos pacientes e acompanhantes (se for o caso) não tem custo. Eles recebem moradia e alimentação, sendo cinco refeições diárias, além do transporte de ida e volta da Casa até o Hospital do Câncer, onde realizam os tratamentos. Também recebem a visita de voluntários, que oferecem várias atividades, como artesanato, alongamentos e acompanhamento psicológico, feito por duas psicólogas voluntárias, além do atendimento de uma enfermeira e dos acadêmicos dos cursos de fisioterapia e psicologia da Fadep.

Como ser um voluntário

Qualquer pessoa que queira desempenhar um trabalho voluntário, junto a Casa de Apoio ou nos eventos do Grupo Gama, segundo Adriana, é muito bem vindo. “O que nós pedimos às pessoas que querem ser voluntárias, é que elas venham realmente com o propósito de se tornarem voluntárias. Elas não têm obrigação de vir e cumprir horário, porque voluntário não cumpre horário, voluntário ajuda na causa e isso é o importante”, destacou. Ela ainda reforçou, que não é apenas na Casa de Apoio que as pessoas podem ajudar. No mês de outubro, por exemplo, em que se comemora o Outubro Rosa, o Gama terá inúmeros eventos e sempre precisa de muitas pessoas para ajudar. Então quem tem o interesse em ser voluntário, pode aproveitar esta oportunidade.

Além do trabalho voluntário, o Gama, que é uma entidade social e sem fins lucrativos, conta com muitas doações, sejam em forma de alimentos, utensílios domésticos, ou doações em dinheiro, que ajudam a manter a Casa de Apoio. Para saber como ser um voluntário do Gama ou ser um contribuinte da Casa de Apoio, a pessoa pode ou ligar para a equipe do grupo. 

Em comunidade, abraçamos mais vidas.
Seja um voluntário!

Participe e fortaleça a nossa causa

Espaço para ações, eventos e campanhas ao longo do ano. Fique por dentro da nossa ação mais recente e participe com a sua família!

Casa de Apoio GAMA lembra a importância do tratamento do câncer de mama

It has survived not only five centuries, but also the leap into electronic typesetting, remaining essentially unchanged. It was popularised in the 1960s with the release of Letraset sheets containing.

Grupo GAMA retoma brechó tradicional fonte de recursos da entidade

Casa de apoio GAMA compartilha o Relatório de Transparência